Guarda e visitas: como organizar a convivência quando há filhos
- Carolina Neddermeyer

- 19 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de dez. de 2025
Quando um relacionamento chega ao fim e há filhos envolvidos, uma das principais questões a serem definidas é a guarda e a regulamentação da convivência. Essas decisões são fundamentais para preservar o bem-estar emocional das crianças e garantir a manutenção do vínculo com ambos os pais, mesmo após a separação.
A legislação brasileira prevê dois modelos principais de guarda: a guarda unilateral e a guarda compartilhada. A escolha entre eles deve sempre considerar o melhor interesse da criança, levando em conta sua rotina, suas necessidades e o contexto familiar.
Na guarda unilateral, a responsabilidade cotidiana e as decisões principais ficam a cargo de um dos pais, enquanto o outro exerce o direito de convivência e acompanha o desenvolvimento do filho. Nesse caso, o genitor que não detém a guarda costuma contribuir financeiramente por meio de pensão alimentícia.
A guarda compartilhada, por sua vez, é o modelo atualmente priorizado pela legislação. Ela pressupõe a participação conjunta dos pais nas decisões relevantes da vida da criança, independentemente do local de residência. O objetivo é garantir o envolvimento ativo de ambos os genitores e preservar o vínculo afetivo com pai e mãe.
Quando a criança não reside com ambos os pais, torna-se necessária a regulamentação da convivência, que estabelece como se dará o contato com o genitor que não reside com o filho. Essa definição busca assegurar uma convivência equilibrada e previsível, respeitando a rotina da criança e as condições de cada família.
A organização da convivência deve considerar fatores como horários escolares, compromissos dos pais, distância entre residências e datas relevantes, como feriados e férias. Ainda que haja um planejamento inicial, é importante que exista flexibilidade, permitindo ajustes ao longo do tempo conforme as necessidades da criança se modificam.
Tanto a definição da guarda quanto a regulamentação da convivência exigem sensibilidade, diálogo e responsabilidade. Sempre que possível, a cooperação entre os pais contribui para reduzir conflitos e minimizar impactos emocionais sobre os filhos.
Buscar orientação jurídica antes de formalizar acordos ou iniciar um processo judicial pode ajudar a compreender os modelos existentes, avaliar riscos e construir soluções mais adequadas à realidade da família.
Se você precisa de orientação jurídica personalizada sobre este tema, é possível agendar uma consultoria para analisar o seu caso.










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